ônus para ouvir!
Segundo Sonho
não tem primeiro sonho
14 de abril de 2011
10 de abril de 2011
8 de abril de 2011
7 de abril de 2011
6 de abril de 2011
5 de abril de 2011
3 de abril de 2011
28 de março de 2011
31 de janeiro de 2011
Parábola II
Corro por longos corredores de uma casa verde. Motivação? O frenético desejo de um cachorro por minhas batatas. De tão inevitável, as salas alongavam, os quartos faziam curva, os pátios internos afloravam quilômetros de mata atlântica: só pra me fazer correr mais, pro cão desejar mais, numa perseguição merecida.
Distância de um pulo para o momento da mordida. Escorrego. Em cinco segundos consigo ver dentes saltitantes, rabo no ar e um peixe morto caindo no chão. O cão virou peixe. Minha batata sorriu.
Falo pra ela:
-Oi, sonhei que seu cachorro tava querendo me morder e na hora de pular pra me morder, caiu como um peixe morto.
-Você teve um sonho premonitório do passado. Meu cachorro caiu na piscina.
12 de janeiro de 2010
Sobre o trabalho final de graduação em arquitetura
Finalmente organizei o material que produzi para o TFG e depois de passar um mês distante de todo o processo (que durou o semestre 2009.2), resolvi colocar nessa postagem basicamente o dossiê.
Peço desculpas, entretanto, pela forma resumida de apresentá-lo: a sensação que tive ao terminar o trabalho foi de que minhas defesas foram primárias, ou melhor, muito iniciais, no quesito teórico e na abordagem final da materialidade mas pelo menos, tudo que foi pesquisado me permitiu perceber onde eu estava me metendo e me aponta direções para continuar pesquisando os assuntos levantados.
Por favor, fiquem a vontade para descer o cacete. Sério.
Vídeo da apresentação:
Inspirações
O que é a cultura? Ou melhor, o que é a cultura metropolitana?
Essa pergunta foi a geradora de todas as inquietações que este trabalho
propõe. Sem traçados diretos do ponto A ao ponto B, as propostas
presentes são como uma trama, uma tapeçaria.
Segundo o pensador Massimo Canevacci, a cidade começou a sofrer
uma transição entre cidade industrial para cidade comunicacional
a partir dos anos 1970. Na então cidade industrial a fábrica era não
apenas o local de produção econômica, mas também política.
A fábrica, através da produção, era o centro de conflitos e dava
sentido econômico, cultural e sociológico para a cidade.
A transição da cidade industrial para a comunicacional acontece
através da expansão do único centro de conflitos, a fábrica,
em policentros de conflitos. Ou seja: o consumo, a comunicação e a
cultura passam a ter uma importância às vezes maior
do que a produção.
O consumo baseado em shopping centers, cinemas, teatros,
Disney world e museus passa a desenvolver um público mais
pluralizado, ou melhor, públicos. Esses públicos performam o consumo.
A comunicação na era digital, seja pela produção, valores,
comportamento e identidade é um aspecto ainda mais importante.
Etnias, sexualidade, família e identidade estão cada vez mais
pluralizadas e essa comunicação é um reflexo disso, tornando a cidade
muito mais pluralizada também, conseqüentemente. Essa transição
flexibiliza a territoriedade de uma cidade e as grandes áreas
metropolitanas comunicacionais se cruzam, competem e desenvolvem
esse estilo. Todo o conceito de cidade (família, trabalho, território)
está mais fluido e um sintoma é a dificuldade encontrada por algumas
pessoas em ter o mesmo trabalho ou morar no mesmo lugar
por toda vida.
Essa comunicação favorece um público participativo, não apenas
passivo, e a tecnologia da comunicação digital deixa essa participação
ainda mais clara. Segundo Canevacci, o público deixa de ser
espectador apenas para ser também espect-ator.
Em exposições de cultura digital, em instalações, as pessoas
não ficam passivas. O Linux, a internet através do youtube, blogs,
microblogs, Orkut, facebook, myspace também refletem isso.
Existe uma possibilidade, na cidade contemporânea, de desenvolver
um conflito direto entre individuo e sociedade e essas novas
expressões ajudam a modificar a percepção que as pessoas tem
de cidade.
Essas formas de se comunicar baseadas na tecnologia digital e no
consumo performático estão alterando drasticamente a relação entre
as pessoas e a cidade. O espaço-tempo é alterado pelas
comunicações simultâneas entre pessoas que moram em
lugares distantes.
O olhar, diante desse contexto, é chave nessa mudança, pois
essa constante sofisticação tecnológica favorece uma multiplicação
perceptiva e cognitiva. Olhar e olhar-se, inventando para ambos
novas formas de olhar torna-se extremamente significativo no
mundo contemporâneo. A cultura digital desenvolve uma
potencialidade de olhar simultâneo, interativo e às vezes criativo,
como nunca antes.
Projeto
Um sintoma desses valores e comportamentos que a cidade
abriga são os entre-lugares. As raves, os coletivos, as flash-mobs,
por exemplo, são flexíveis e mutantes, estruturados e realizados
em entre-lugares de forma dispersa e efêmera. A arte digital não
possui restrição quanto ao número de cópias e quanto a
materialidade. Conexões entre pessoas podem ser feitas em
praticamente qualquer lugar no planeta, possibilitando acesso a
culturas e conteúdos de todas as espécies: dominantes e subterrâneas.
A própria informação deixa de ser única para tornar-se múltipla,
permitindo o foco na perspectiva única e muita vezes amadora.
A metrópole é então um sistema auto generativo e auto dissolvente
de signos e símbolos, representados em lugares desde
Karnak até Las Vegas. “símbolo no espaço antes da forma no espaço”.
Qual seria então a fusão de um espaço de informação, arte,
comércio e arquitetura em Salvador? Que espaço poderia ser
representante de uma metrópole comunicacional? O poder da
imagem e a carência de espaços genuinamente públicos em
Salvador possuem papel fundamental nesse conceito: relembrar
a caverna de Lascaux torna-se necessário enquanto metáfora por
ser um espaço público de abrigo, reunião, informações e imagens
como o famoso bisão, desenhado nas paredes da caverna numa
escala muito maior do que a real, proporcionando entretanto o
impacto e terror necessários.

O Lugar
O lugar, na Avenida Sete de Setembro, vizinho imediato do
modernista Edifício Sulacap e da Praça Castro Alves
(visivelmente a praça mais importante de Salvador) é um espaço
genuinamente sintomático de alguns dos piores “vícios” dessa
Salvador de início de século XXI: um estacionamento. Situado no
olho do furacão, por estar tão próximo de edificações e ruas
historicamente e culturalmente relevantes, além de ser utilizado
massivamente pelos pedestres, um lugar com tantas
possibilidades é utilizado apenas para carros, demonstrando
carências que a cidade ainda não resolveu.
A escolha do lugar é uma tentativa de oferecer para a cidade um
espaço público, favorecendo aos pedestres
(cerca de 600 mil pessoas circulam na Avenida Sete diariamente)
um lugar que retome e reflita as características culturais, tão
marcantes na região. Com espaço para bicicletario e um
estacionamento subterrâneo na Praça Castro Alves, assume
dessa maneira um pouco mais de mobilidade ao local.

Projeto
3 Ambientes
1- Caverna Digital
Ao trazer a metáfora da caverna de Lascaux para a cidade
contemporânea, elementos como a fluidez e a dispersão possibilitam a
transição para a criação dos ambientes. A caverna digital (nas cores azul
e vermelho) é abrigo, informação e imagem ao mesmo tempo.
Suas paredes são monitores imensos com tecnologia multi touch screen
voltadas tanto para o individuo que a manipula diretamente quanto
para quem está longe, possibilitando a interação de diversos pontos
da cidade ou do planeta, através da internet.
Dessa forma, exposições digitais podem ser desenvolvidas e qualquer
pessoa, artista ou amador, pode mostrar seu trabalho.
O piso da caverna começa no nível da calçada da Av Sete e é todo
em pedra portuguesa. Além da rampa para o platô, tem um elevador
com acesso direto ao subterrâneo.
Possui 1200m2

3 Ambientes
2- Platô
O segundo ambiente, o platô, além de ligar a caverna digital ao
subterrâneo, faz, através de sua aridez, um contra ponto a dispersão
da caverna e o confinamento do subterrâneo. Bancos, guardas sol
de energia solar, mesas, wi-fi e vegetação, tornam esse ambiente
mais próximo das praças, espaços públicos por excelência,
possibilitando dessa forma uma série de eventos efêmeros como
coletivos, raves, shows, flash-mobs, pontos de encontro, etc.
Possui 880m2 e seu piso é de madeira.

3 Ambientes
3-Subterrâneo
O subterrâneo, com 2585 m2, abarca as necessidades de um
espaço equipado para palestras, filmes, shows, peças teatrais e dança.
Conectado com o platô através da rampa em amarelo e possuindo uma
saida para o estacionamento da ladeira da montanha em vermelho, ele
é climatizado com ar condicionado central e seu contato com o exterior
se dá através de rasgos na rampa de acesso e platô. Possui vagas para
6 carros.

Peço desculpas, entretanto, pela forma resumida de apresentá-lo: a sensação que tive ao terminar o trabalho foi de que minhas defesas foram primárias, ou melhor, muito iniciais, no quesito teórico e na abordagem final da materialidade mas pelo menos, tudo que foi pesquisado me permitiu perceber onde eu estava me metendo e me aponta direções para continuar pesquisando os assuntos levantados.
Por favor, fiquem a vontade para descer o cacete. Sério.
Vídeo da apresentação:
Inspirações
O que é a cultura? Ou melhor, o que é a cultura metropolitana?
Essa pergunta foi a geradora de todas as inquietações que este trabalho
propõe. Sem traçados diretos do ponto A ao ponto B, as propostas
presentes são como uma trama, uma tapeçaria.
Segundo o pensador Massimo Canevacci, a cidade começou a sofrer
uma transição entre cidade industrial para cidade comunicacional
a partir dos anos 1970. Na então cidade industrial a fábrica era não
apenas o local de produção econômica, mas também política.
A fábrica, através da produção, era o centro de conflitos e dava
sentido econômico, cultural e sociológico para a cidade.
A transição da cidade industrial para a comunicacional acontece
através da expansão do único centro de conflitos, a fábrica,
em policentros de conflitos. Ou seja: o consumo, a comunicação e a
cultura passam a ter uma importância às vezes maior
do que a produção.
O consumo baseado em shopping centers, cinemas, teatros,
Disney world e museus passa a desenvolver um público mais
pluralizado, ou melhor, públicos. Esses públicos performam o consumo.
A comunicação na era digital, seja pela produção, valores,
comportamento e identidade é um aspecto ainda mais importante.
Etnias, sexualidade, família e identidade estão cada vez mais
pluralizadas e essa comunicação é um reflexo disso, tornando a cidade
muito mais pluralizada também, conseqüentemente. Essa transição
flexibiliza a territoriedade de uma cidade e as grandes áreas
metropolitanas comunicacionais se cruzam, competem e desenvolvem
esse estilo. Todo o conceito de cidade (família, trabalho, território)
está mais fluido e um sintoma é a dificuldade encontrada por algumas
pessoas em ter o mesmo trabalho ou morar no mesmo lugar
por toda vida.
Essa comunicação favorece um público participativo, não apenas
passivo, e a tecnologia da comunicação digital deixa essa participação
ainda mais clara. Segundo Canevacci, o público deixa de ser
espectador apenas para ser também espect-ator.
Em exposições de cultura digital, em instalações, as pessoas
não ficam passivas. O Linux, a internet através do youtube, blogs,
microblogs, Orkut, facebook, myspace também refletem isso.
Existe uma possibilidade, na cidade contemporânea, de desenvolver
um conflito direto entre individuo e sociedade e essas novas
expressões ajudam a modificar a percepção que as pessoas tem
de cidade.
Essas formas de se comunicar baseadas na tecnologia digital e no
consumo performático estão alterando drasticamente a relação entre
as pessoas e a cidade. O espaço-tempo é alterado pelas
comunicações simultâneas entre pessoas que moram em
lugares distantes.
O olhar, diante desse contexto, é chave nessa mudança, pois
essa constante sofisticação tecnológica favorece uma multiplicação
perceptiva e cognitiva. Olhar e olhar-se, inventando para ambos
novas formas de olhar torna-se extremamente significativo no
mundo contemporâneo. A cultura digital desenvolve uma
potencialidade de olhar simultâneo, interativo e às vezes criativo,
como nunca antes.
Projeto
Um sintoma desses valores e comportamentos que a cidade
abriga são os entre-lugares. As raves, os coletivos, as flash-mobs,
por exemplo, são flexíveis e mutantes, estruturados e realizados
em entre-lugares de forma dispersa e efêmera. A arte digital não
possui restrição quanto ao número de cópias e quanto a
materialidade. Conexões entre pessoas podem ser feitas em
praticamente qualquer lugar no planeta, possibilitando acesso a
culturas e conteúdos de todas as espécies: dominantes e subterrâneas.
A própria informação deixa de ser única para tornar-se múltipla,
permitindo o foco na perspectiva única e muita vezes amadora.
A metrópole é então um sistema auto generativo e auto dissolvente
de signos e símbolos, representados em lugares desde
Karnak até Las Vegas. “símbolo no espaço antes da forma no espaço”.
Qual seria então a fusão de um espaço de informação, arte,
comércio e arquitetura em Salvador? Que espaço poderia ser
representante de uma metrópole comunicacional? O poder da
imagem e a carência de espaços genuinamente públicos em
Salvador possuem papel fundamental nesse conceito: relembrar
a caverna de Lascaux torna-se necessário enquanto metáfora por
ser um espaço público de abrigo, reunião, informações e imagens
como o famoso bisão, desenhado nas paredes da caverna numa
escala muito maior do que a real, proporcionando entretanto o
impacto e terror necessários.

O Lugar
O lugar, na Avenida Sete de Setembro, vizinho imediato do
modernista Edifício Sulacap e da Praça Castro Alves
(visivelmente a praça mais importante de Salvador) é um espaço
genuinamente sintomático de alguns dos piores “vícios” dessa
Salvador de início de século XXI: um estacionamento. Situado no
olho do furacão, por estar tão próximo de edificações e ruas
historicamente e culturalmente relevantes, além de ser utilizado
massivamente pelos pedestres, um lugar com tantas
possibilidades é utilizado apenas para carros, demonstrando
carências que a cidade ainda não resolveu.
A escolha do lugar é uma tentativa de oferecer para a cidade um
espaço público, favorecendo aos pedestres
(cerca de 600 mil pessoas circulam na Avenida Sete diariamente)
um lugar que retome e reflita as características culturais, tão
marcantes na região. Com espaço para bicicletario e um
estacionamento subterrâneo na Praça Castro Alves, assume
dessa maneira um pouco mais de mobilidade ao local.

Projeto
3 Ambientes
1- Caverna Digital
Ao trazer a metáfora da caverna de Lascaux para a cidade
contemporânea, elementos como a fluidez e a dispersão possibilitam a
transição para a criação dos ambientes. A caverna digital (nas cores azul
e vermelho) é abrigo, informação e imagem ao mesmo tempo.
Suas paredes são monitores imensos com tecnologia multi touch screen
voltadas tanto para o individuo que a manipula diretamente quanto
para quem está longe, possibilitando a interação de diversos pontos
da cidade ou do planeta, através da internet.
Dessa forma, exposições digitais podem ser desenvolvidas e qualquer
pessoa, artista ou amador, pode mostrar seu trabalho.
O piso da caverna começa no nível da calçada da Av Sete e é todo
em pedra portuguesa. Além da rampa para o platô, tem um elevador
com acesso direto ao subterrâneo.
Possui 1200m2

3 Ambientes
2- Platô
O segundo ambiente, o platô, além de ligar a caverna digital ao
subterrâneo, faz, através de sua aridez, um contra ponto a dispersão
da caverna e o confinamento do subterrâneo. Bancos, guardas sol
de energia solar, mesas, wi-fi e vegetação, tornam esse ambiente
mais próximo das praças, espaços públicos por excelência,
possibilitando dessa forma uma série de eventos efêmeros como
coletivos, raves, shows, flash-mobs, pontos de encontro, etc.
Possui 880m2 e seu piso é de madeira.

3 Ambientes
3-Subterrâneo
O subterrâneo, com 2585 m2, abarca as necessidades de um
espaço equipado para palestras, filmes, shows, peças teatrais e dança.
Conectado com o platô através da rampa em amarelo e possuindo uma
saida para o estacionamento da ladeira da montanha em vermelho, ele
é climatizado com ar condicionado central e seu contato com o exterior
se dá através de rasgos na rampa de acesso e platô. Possui vagas para
6 carros.

11 de novembro de 2009
FAGE AAW
A grave grávida gravidade de Felícia Almeida Gibraltar Emiliana. Permeada até nos pulsos, fitinha do bonfim, ela é paulista de coração.
Perdeu os brincos na Paulista, ardeu até as cinzas no forno de fazer pizza e pão. Pertinente avisar: seu perfume é de shimeji.
A grave grávida gravidade de Felícia avisa: ATOMS AT WORK.
Perdeu os brincos na Paulista, ardeu até as cinzas no forno de fazer pizza e pão. Pertinente avisar: seu perfume é de shimeji.
A grave grávida gravidade de Felícia avisa: ATOMS AT WORK.
19 de setembro de 2009
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